24 de setembro de 2017

AL DENTE \\ Quiche de Refogado

Na pressa de confeccionar algo simples para o início do ano letivo, foi-me bastante fácil decidir para o que iria: a segunda-feira começaria de forma excecional se eu preparasse uma quiche para o almoço, aproveitando as restantes doses para o pequeno-almoço. Estando a decisão tomada, acerquei-me dos ingredientes necessários e cozinhei tudo com bastante afinco, como sempre, e o resultado não poderia ter sido melhor. Confesso que a falta de um ingrediente fez toda a diferença, ainda assim, vou incluí-la na lista e ficará ao vosso critério fazer uso dele, ou não. Se pretendem uma refeição mais leve e que não vos roube muita a energia, esta receita é perfeita para vocês!

Quiche


Uma vez mais, fica ao vosso critério substituir, complementar ou manter os ingredientes mencionados. Podem acompanhar a quiche com uma super salada de alface, pimentões e tomate, enquanto se deliciam naquele intervalo que tão bem sabe pela vida! ♥

Têm alguma sugestão de refeição rápida, caseira e saudável?

23 de setembro de 2017

BOX-OFFICE \\ 3 Filmes, 3 Dias, 3 Sugestões

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Bastou-me travar breves conhecimentos com o trailer deste filme, para logo me sentir inclinada a assisti-lo. Posso não me ter encontrado com ele nas salas de cinema, mas foi no conforto da minha cama, debaixo da quase escuridão, que dialoguei com a trama de "Baby Driver", um filme do qual esperei imenso, e com o cujo não me desiludi. O que me chamou a atenção na sinopse nem foi o facto de existir ação, mas sim pelo nome Ansel Elgort e a inserção de música como elo de ligação entre a personagem e a maneira como ela lida com o seu trabalho. Porque Baby não é inocente, embora o seu ar angelical o denuncie como tal. Ele pode não matar como os seus colegas, contudo, ele participa, mas porque tem de ser. Ele não é inocente, mas também não é mau. Não sei se foi de mim, mas eu encarei esta personagem como alguém sendo muito humano, com as suas fraquezas, as suas dores e os seus pequenos prazeres na vida.

"Baby Driver" prima pelos acertos sonoros que os responsáveis tiveram o cuidado de afinar, tendo em conta que o som produzido por todos os objetos, todos os passos dados e toda a ventania existente, são casados com a banda sonora, o que nos coloca ainda mais no papel do protagonista, que literalmente vive pela música, como se parte da sua alma ali estivesse depositada. Em parceria com Baby, temos também outras personagens que, mesmo não tendo sido bem exploradas, contribuíram para que tudo dialogasse com o espectador. Cada uma delas tem uma razão para viver naquele estado, nenhuma se auto-vitimiza e os momentos românticos que se estabelecessem para nos explicar um pouco mais da profundidade das personagens em nada nos enlouquece, tamanho o enjoo que poderia existir, muito pelo contrário: mesmo pelos vilões, nós torcemos para que fique tudo bem! O filme soube-me tão bem, que até hoje penso nele! Fica a dica!

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Por diversas vezes, as cores deste cartaz se me iluminaram o olhar. Por muitas as vezes que eu guardasse o nome nos favoritos, eu não me decidia entre assisti-lo ou deixá-lo para trás. Para só estar aqui hoje a falar-vos dele, então é porque passei este tempo todo a adiar uma sessão de cinema tendo "Frank" como estrela do dia. Foi necessário uma amiga o mencionar, para eu logo me sentir motivada a vê-lo, finalmente. "Frank" trata sobre um jovem músico, John, que sonha em ascender na sua carreira enquanto teclista e compositor, no entanto, as oportunidades para tal nunca surgiram, até ao dia em que ele é acidentalmente convidado para fazer parte de uma banda de pop alternativo, guiada por Frank, uma pessoa diferente, excêntrica e talentosa, e que dispõe de métodos um tanto ou quanto diferentes do normal. Nesta produção, vamos acompanhando o amadurecimento de John enquanto artista e pessoa, assim como as relações que se vão estabelecendo entre os membros da banda. 

Confesso-vos que até apanhar o ritmo deste filme, muito gargalhei com as representações aqui presentes, visto que estamos perante uma comédia dramática, contudo, assim que me apercebi da mensagem por detrás de toda a argumentação, a maneira como encarei esta sugestão se modificou. Acredito que eu não tenha chegado bem ao fundo da questão, mas de uma coisa eu sei: "Frank" é um filme que nos mostra que por mais problemas de saúde que tenhamos, por mais facetas que queiramos disfarçar, por mais sucesso que desejemos para nós mesmos, a vida será nossa amiga se nós fizermos por isso. Frank é uma personagem que se caracteriza por sofrer uma doença mental, mas que ainda assim, trabalha o seu talento enquanto músico, inspirando todos aqueles que o circundem. Esconder o rosto por detrás de uma máscara apenas o enaltece aos olhos dos seus admiradores, que aspiram ser como ele e que, junto dele, exploram aquilo que têm para oferecer ao mundo. São de igual forma retratados assuntos como o suicídio, pelo que se forem sensíveis a isso, não vos aconselho a entrarem por esta sugestão. Todavia, se desejarem uma boa sessão de reflexões, este filme é perfeito!

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Na famosa demanda para encontrar um filme à nossa altura, eu e os meus amigos decidimo-nos por escolher um que eu tinha na lista dos favoritos, o "12 Feet Deep". Pela parte que me toca, e mesmo tendo favoritado o mesmo, eu cá não sou muito fã de filmes que retratem o pânico humano perante uma situação de perigo dentro de água, pois apesar de eu adorar o mar, um dos meus medos é afogar-me e não me conseguir salvar... Pelo menos, é isso o que os meus sonhos me levam a crer. No entanto, foi de maneira unânime que nos abeirámos no sofá, fixámos o olhar na televisão e explorámos o que estava à nossa frente. Não posso dizer que tenha sido um mau filme, afinal, tem a sua dose de ação, mistério, dramas, etc., mas acredito que se o argumento tivesse sido melhor estudado, as coisas poderiam ter corrido ainda melhor!

"12 Feet Deep" desenrola-se numa piscina pública, onde duas irmãs com assuntos por resolver ficam presas, por um motivo que a meu ver, é de certa forma estúpido... Contudo, a trama leva-nos a acompanhar as soluções que elas têm de adotar para se verem livres da guarda da piscina, ainda para mais, quando têm uma charlatã do lado de fora, que promete soltá-las se elas lhe passarem os dados bancários e afins. Não foi o melhor que eu assisti, porventura, serve o seu propósito que é entreter, e eu acredito que outras pessoas gostarão da adrenalina que ele, de certa forma, nos transmite.

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Já viram algum destes filmes? Ficaram curiosos?

22 de setembro de 2017

BOOK review \\ "1Q84" vol.1, Haruki Murakami

BOOK

Poderia perfeitamente aguardar pelo fim desta "saga", todavia, é-me completamente impossível deixar passar esta oportunidade de vos falar da minha leitura mais recente, tendo em conta que existe muita coisa a ser dita. Para começar, no primeiro momento em que me cruzei com a escrita do Murakami através do "Sputnik, meu amor", eu logo soube que o talento dele merecia casar com uma outra história, e isto porque eu não gostei do livro que acabei de mencionar. Aliás, se gostei, foi apenas de algumas partes, porque tirando isso, não me deixei comover. Apesar de tudo, reconheci no trabalho do autor todo o seu esforço e dedicação e eu mal poderia esperar para ser apresentada a uma trama que me deixasse destroçada e com ainda mais tendências para mergulhar pelas tão boas questões existenciais.

Antes que se questionem acerca do género que abarca a narrativa de "1Q84", deixem-me que vos oriente: não há por onde escolher. Pode parecer confuso, até eu me sentiria assim se mo tivessem dito desta maneira, contudo, Murakami mescla tão bem as situações que envolvem as personagens, que se torna impossível nos perdermos pelo meio das palavras. Uma coisa que adorei bastante foi o facto de reconhecermos um trabalho de pesquisa aprofundado, sendo algumas menções feitas em rodapé, assim como pela forma como o autor teve o cuidado de definir a construção do elemento fantasioso que circunda a trama, sem cair na tentação de nos apresentar teorias non sense, se bem que se isso chegasse mesmo a ser feito, em nada influenciaria no peso extraordinário que estes acontecimentos podem exercer sobre nós! 

Eu detesto dar detalhes e nomes acerca dos elementos estruturais de uma história, pois acredito que de certa forma, eu poderei estragar a experiência de alguém sem lhe conceder a oportunidade de lá ir a descobrir as coisas sozinho, no entanto, não posso terminar esta review sem, pelo menos, mencionar alguns pontos fulcrais de toda a obra: o livro está dividido sobre o ponto de vista de dois personagens, Tengo e Aomame, que têm uma certa ligação, essa que não se deixa conhecer ao início. Existe uma terceira personagem bastante importante, a Fuka-Eri, que acrescenta muitas questões ao balde já preenchido das nossas dúvidas. De certa maneira, estas três personagens se completam umas às outras, e mesmo sem discernir que tipo de conexão é essa, é algo que quero muito descortinar!

Defini que leria este primeiro livro em uma semana e jamais imaginaria que eu seria capaz de cumprir com a promessa. Apesar do alarido por parte das duas pessoas que me convenceram a lê-lo, eu não aguardava uma invasão de espírito desta categoria, nem tão pouco me imaginaria dependente de umas quantas páginas para amenizar o stress do quotidiano, que na altura era caracterizado por ser um período de férias! Durante aqueles sete dias, eu tive o cuidado de me esbarrar com aquela dinâmica paralisante, tamanha a curiosidade em saber o que se estava a passar... Terminei a viagem de boca aberta, a cabeça aguada, as questões a palpitarem-se-me com urgência, mas acredito que me sentirei bem mais relaxada após o próximo volume de "1Q84", que se mostrou uma obra erudita, que nos torna mais sensíveis ao mundo em nosso redor e que aguça a nossa inteligência.

Já leram estes, ou algum outro livro do Murakami? O que acharam?

20 de setembro de 2017

Quando se risca (mais) um item da wishlist...

wishlist

Sempre disse que aqui viria assim que riscasse um dos itens da minha wishlist. Todos são importantes, mas este conseguia ser ainda mais, por aqui ter palpitado há mais tempo. Nunca deixei falhar este desejo perante os meus amigos e a minha família, e acredito que se este dia aconteceu, foi porque no universo já estava tudo traçado para se desenvolver assim. Com os seus altos e baixos e bermas desniveladas, contudo, com um final feliz. Não precisava de ter um nome em específico, bastava apenas que fosse aquele sítio. Ontem, a dezanove de Setembro de dois mil e dezassete, fui submetida ao meu exame de condução. Tendo agora como comparar, posso afirmar com toda a certeza de que estive bem mais nervosa para o exame de código do que para o de condução. Talvez se deva ao facto de ter feito estas últimas aulas de uma assentada, mas tenho a certeza de que ter o instrutor que tive também me ajudou IMENSO. Dirigi-me a ele dizendo que ele fez setenta porcento do trabalho, mas ele garantiu-me de que ambos trabalhámos para que eu passasse no exame. Porque sim, o meu desempenho foi aprovado e já fui tratar das coisas para receber a carta em casa.

Parecendo que sim, mas a verdade é que não sei bem como converter o meu entusiasmo neste texto. Se quis que o meu primeiro destino fosse a praia, como meio de celebração, foi pela conexão que eu estabeleço com este local. Não sei discernir o que é que me encanta neste elemento da natureza, mas no momento em que a planta do meu pé beija a areia da praia, é como se dali eu retirasse alguma energia daquele ambiente, expulsando todas as más energias que me sobrecarregaram até então... E se com a areia é este o processo, chegando ao mar, é como se eu me metamorfoseasse num outro alguém, como se eu ganhasse as forças de que precisava para elevar a outra Carolayne do abismo, e a salvasse de cair pelo buraco a dentro... Após horas a conduzir sem pedais extra e sem o instrutor oficial - porque existem vantagens em termos amigos que já conduzem há algum tempo, visto que depois são eles que nos dão as dicas "aldrabadas" -, permitir que os meus pés se conectassem com aquela água salgada, o inchaço da correria a abandonar-me, na posição da montanha, de olhos fechados e os ouvidos atentos aos sussurros das ondas, foi magistral! 

Ali, eu agradeci pelo facto de ter consigo fazer tudo à primeira; ali, eu agradeci pelo apoio dos meus em relação ao meu desenvolvimento e às minhas dúvidas; ali, eu me apercebi da dimensão das responsabilidades e da coragem ao atirar-me de cabeça a esta aventura; ali, eu só não chorei de alegria porque não achei necessário. O que viria em formato de lágrimas transfigurou-se para algo mais: os gritos de entusiasmo, as danças da alegria, as boas energias que me enviaram e aos abraços que me ampararam.

E sim, carago, temos condutora!

19 de setembro de 2017

BOOKS \\ SUMMER WRAP UP

Para muitos, isto pode não significar nada. E mesmo após a leitura de um documento que fiz ontem de manhã, acredito que estes resultados sejam o início de uma grande viagem enquanto leitora. Não sou capaz de afirmar quando é que eu, em três meses, li cerca de dezasseis livros, perfazendo um total de três mil quinhetas e setenta e oito páginas consumidas. Repito, em três meses. Não sou apologista dos grandes desafios literários que abundam por aí, nem tão pouco admiro de forma fanática o facto de muitas pessoas lerem dez livros num mês, os seus métodos assim um tanto ou quanto controversos na minha mente. Contudo, sinto-me orgulhosa dos meus resultados, para não falar de que os atingi em época de férias, daí ter tido tempo e paciência para tal.

Por muito curioso, a verdade é que não me desiludi, ainda, com nenhuma das leituras de dois mil e dezassete. Não sei se é pelo facto dos meus instintos estarem mais apurados no que toca à escolha daquilo que quero, ou se simplesmente ando com sorte nesse aspeto, mas uma coisa não posso negar, ou mesmo tentar alterar: este é o MEU ano de leituras! Sinto-me feliz por saber que diversas obras passaram-me pelas mãos como objeto do meu livre arbítrio, para mais os ensinamentos que obtive de cada um deles. A leitura mais recente, aliás, foi a que me marcou desalmadamente, sem pedir licença, apenas invadindo a minha sanidade, destruindo-a. A sua review está para breve, todavia, o desejo de meter as mãos no próximo volume arde-se-me mais do que uma vela acesa, e eu estou deveras ansiosa pelo momento.

Para além desse, o que me tornou também feliz neste ano foi o facto de ter terminado a saga "Harry Potter". Dois anos foi o tempo que eu levei para chegar a Hogwarts e não mais querer sair de lá. Foi intenso o crescimento que eu sofri junto das personagens, à medida que as páginas se iam tranfigurando em figuras animadas na minha mente. A história em si é intensa pela maneira como é construída, o que a torna numa peça essencial no mundo da literatura, não fosse esta saga a razão pela qual parte da população delicia-se na companhia de um livro.

Li mangás, abracei os livros técnicos como nunca antes, explorei recantos dos quais eu tinha receio, contudo, não havia razões para tal: assim que soube como iluminar o espaço envolvente, foi como se o meu olhar, o meu corpo e a minha alma ali pertencessem. Listarei os títulos que tão bem me fizeram neste verão e espero suscitar a curiosidade em algum de vós!

BOOKS

Os Mangás 
"Death Note Vol. 8"
"Death Note Vol. 9"
"Death Note Vo. 10"
"Death Note Vol. 11"
"Death Nore Vol. 12" → REVIEW DA SAGA

Lidos Pela Primeira Vez
"Lolita" → REVIEW
"O Livro do Hygge" → REVIEW
"Harry Potter e os Talismãs da Morte"
"Agora e na Hora da Sua Morte"
"Licenciei-me... E agora?" → REVIEW
"O Pranto de Lúcifer" → REVIEW
"1Q84" → (review em construção)

Para o #RRSP17
"Gilgamesh na Demanda da Imortalidade" → REVIEW
"O Principezinho" → REVIEW
"as intermitências da morte" → REVIEW
"Branca de Neve e os Sete Anões" → REVIEW

E foi isto! Uma lista grande e que tão bem condiz com a minha vontade de mergulhar noutros mundos que não este que se deixa habitar por nós. Se estas férias foram fantásticas e passaram a correr, muito em parte se deve pelo facto de eu ter desfrutado do meu tempo fora daqui, a aprender mais com estes autores e as suas criações, explorando tudo quanto me permitissem. Porque os livros são mesmo assim, pequenas alminhas que, de acordo com cada leitor, se manifestam no seu corpo, tornando-o ainda mais rico em termos de sabedoria e imaginação!

Como foi o vosso verão, em termos de leitura? Já leram algum dos livros mencionados? ♥