2 de outubro de 2017

.no title 02 \\ declaração pós-Crush

Acredito, piamente, que se quase toda a gente praticasse o ato de aspirar ser corajoso, chamar a tal pessoa a um cantinho e se declarasse, as coisas seriam bem mais fáceis. Falo-vos por experiência própria e como alguém que já experimentou os dois lados da moeda, o de sofrer calada e o de desabafar o que me vai na alma, em como se torna positivo expormos, sem nunca prejudicar ninguém, os nossos sentimentos. Por muito assombroso que se possa parecer, a verdade é que um grande peso poderá ser retirado, a partir do momento em que fazemos por isso. Ainda hoje, e das outras vezes mais recentes, declarei-me sem medos. Tive a sorte das reações terem sido positivas, afinal, tratam-se de pessoas próximas e, de certo modo, amigas, daí que a situação correu bem para o meu lado. Não porque surgiram oportunidades de relações amorosas, mas sim porque me libertei de um resíduo a que chamamos de medo.

Nem sempre fui assim. Quer dizer, pelo menos, com este à vontade. Recordo-me de que já me declarei de muitas maneiras: numa aula de música, enquanto sussurrava ao ouvido da pessoa, a minha situação atual; por mensagens - que é, sem dúvida, a pior maneira de o fazer! -; pessoalmente com e sem pessoas à volta; e por correspondência. Ou seja, já me posso considerar uma profissional nisto - só na parte das declarações, é claro! Como meio de amenizar os abalos, o meu primeiro método tornou-se num simples amarro a um caderno, sentar-me na mesa da cozinha e escrevinhar poemas. Não fosse por isso e, muito provavelmente, nem sequer teria um blogue. Daí achar pertinente uma consideração para com os agradecimentos "pós-crushes". De verdade. Agradecermos pelo facto da pessoa nos ter modificado, de uma maneira ou de outra, não nos molda como seres fracos e que requerem atenção. Isso apenas demonstra que amadurecemos o suficiente para valorizar tudo o que se desenrola nos nossos dias, sem colocar nada de parte.

É sempre necessário? Considero que o seja. Existem aqueles dias em que nos colocamos a cogitar, muito seriamente, nas oportunidades que nos passam ao lado, ou que nem sequer se aproximam de nós. Muitas das vezes, é tudo porque nós não as vemos e não corremos atrás delas. Há dias em que tem de ser assim, mexer um bocado o corpo para atingir um fim. Pode cansar, não o nego, mas recompensa sempre. Tecermos declarações, sejam elas por que via forem, é um ato que deve ser feito num estado de consciência plena, quando estamos certos de que as nossas palavras não poderão ser utilizadas contra nós, sem suscitar fendas sem meios de reparação... Porque por muito que gostemos de alguém, há sempre um ser humaninho que gosta de nos transformar em marionetas, fazendo de nós os seus brinquedos para as suas frustrações, e isso é inaceitável. Paixonetas, amores, seja lá o que for, devem andar de mãos dadas com a prudência. Desta feita, não vejo porque não arriscar.

declaração


3 comentários:

  1. Gosto destes teus posts tão sinceros, Lyne. Às vezes, até parece que nos lês a mente e estás ao nosso lado, a dar um conselho de amiga.
    Não me considero muito corajosa nesse aspeto, embora já me tenha declarado uma vez ( não sou nenhuma especialista como tu xD). Declarei-me da pior forma possível ( por sms), mas felizmente as coisas correram bem. Não resultou em nenhuma relação amorosa, mas eu e o rapaz continuamos grandes amigos. O contrário nunca aconteceu, nunca ninguém se declarou a mim, descobri sempre de forma indireta que as pessoas gostavam de mim ( o que não deixa de ser um elogio na mesma).
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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  2. gostei imenso do post :) por acaso acho que sou bastante contida e realista em relação às minhas crushes, só o "torno publico" quando tenho a certeza que é reciproco e isso por vezes não é nada bom

    nomeei-te para uma tag, espero que respondas :) deixo aqui o link
    http://umacolherdearroz.blogspot.pt/2017/10/liebster-award-get-to-know-me.html
    caso respondas manda me o link para depois espreitar ;)

    beijinhos

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