15 de outubro de 2017

O blogue sofrerá mudanças... E desta vez, das grandes!

Sei bem o risco que corro, mas estou disposta a aceitar os desafios. Já é de conhecimento público que sempre que fico fora por muito tempo, as mudanças acontecem. Pode parecer de doidos, afinal, é um puro sinal de inconsistência, mas não se deixem enganar! Dois anos depois e eu sinto mais do que uma simples necessidade de mudança: o que eu anseio, neste momento, é de uma enorme revolução capaz de arrasar com tudo... E mais alguma coisa!

Para começar, o blogue passará a chamar-se "imperium", que em latim significa "energia". E porquê "energia"? Porque é isso que eu melhor sei produzir dentro de mim e passar aos outros, sem que eles peçam; e aquilo de que me alimento sempre que visito algo, sempre que vejo alguém, sempre que respiro. Porque o mundo se move segundo uma e porque enquanto estivermos vivos e de saúde, seremos o combustível que mudará o mundo! Para além do mais, o meu cérebro nunca para, está sempre a magicar coisas e é através desse impulso que eu crio a minha arte.

Forum


A plataforma também já não será a mesma... Decidi aventurar-me pelo nouw e acontece que mesmo após uma avaliação feita à base de cansaço, seguida de outra mais calma, concluí que o que eu desejo é de um sítio que me simplifique a vida, daí ter jogado a seu favor. O conteúdo será o mesmo, mas o design já não, embora eu tenha optado por algo que me deixa realmente satisfeita, só de olhar! 

Podem visitar-me a partir de agora via este link http://nouw.com/imperium e eu espero que continuem por cá!
Posso contar convosco? ♥

11 de outubro de 2017

BOOK review \\ "A Mulher Com Sete Nomes", Hyeonseo Lee c/ David John

BOOK

Não sei se conhecem a expressão "ressaca literária", mas tenho a dizer que estava a sofrer de uma. Apenas a reconheci como algo real assim que terminei o livro que aqui vos trago hoje. Já por diversas vezes me tinha cruzado com ele, enquanto jazia nas prateleiras na casa da minha avó. Confesso que o folheei, inclinei a cabeça em sinal de interesse, contudo, essas manifestações de nada serviram para que mergulhasse por vontade própria na sua história. Há sensivelmente uma semana, de cocaras em frente à prateleira já mencionada, a lombada de "A Mulher Com Sete Nomes" ocupou grande parte da minha visão e curiosidade, obrigando-me a pescá-lo do seu habitat, trazendo-o para casa. Recordo-me de o ter começado na segunda-feira passada, mas jamais imaginei que o terminaria tão cedo.

BOOK

"A Mulher Com Sete Nomes" é um relato bem concebido e que nos elucida para a história de Hyeonseo Lee, não nascida com este nome, e que é oriunda da Coreia do Norte. Só por estas informações, conseguem concluir o quão pesada e chocante se pode tornar esta narrativa, tendo em conta que a autora teve a minúcia de apontar todos os dados de forma temporal e linear, sem deixar que pequenos detalhes ficassem de parte, conferindo à sua dimensão um alerta para aqueles que, até agora, não se tinham debruçado neste tema, da tirania que se vive neste país e que está bem longe da nossa realidade.

É engraçada a coexistência de tantas delas num só planeta, onde no mesmo reinam os direitos humanos, a liberdade de expressão e tantas outras conquistas que a humanidade teve a coragem de lutar por. Na Coreia do Norte também existem pessoas, as estações do ano, o conceito de família, trabalho, criminalidade e poder... O que parece não existir, pelo menos no meio social, é a ideia de que todos são fruto de um comando que se rege segundo o medo que utilizam contra eles e que no mesmo passo em que a população passa fome, o seu governante se empanturra do melhor no conforto da sua casa, encenando em frente dos media uma situação equivalente à dos seus inferiores, apenas para passar uma boa imagem de si próprio. Os norte-coreanos nem imaginam a quantidade de atrocidades que são mascaradas de ações normais, no que tocam aos julgamentos públicos, à designação exagerada dos estatutos sociais, dos subornos para que não sejam mortos ou perseguidos, da idolatria à imagem de um reles ser humano, entre tantas outras ideologias que lhes são incutidas desde muito cedo, e de como é que isso os prejudica enquanto nação.

BOOK

Hyeonseo Lee fugiu da sua terra sem se dar conta dessa ação e, quando se apercebeu, já era demasiado tarde para regressar. Ainda adolescente, viu-se obrigada a batalhar por uma identidade que não a denunciasse, procurando emprego num outro país, sozinha e desamparada, enfrentando todo e qualquer tipo de perigo exterior. Ela foi-se tornando mulher segundo as suas novas responsabilidades, livre à medida que ia desconstruído a educação recebida no seu país, fria para se conseguir proteger da quaisquer denúncias e corajosa por nunca ter prescindido do seu direito enquanto ser humano. "A Mulher Com Sete Nomes" é um livro que nos faz cogitar acerca das coisas que tomamos por garantidas na vida e das mensagens que nos passam no dia-a-dia e que por vezes não questionamos, considerando tudo muito certo. Fiquei deveras paralisada com algumas passagens, afinal, entre mim e a autora existem milhares de diferenças, tanto em termos de cultura, educação e idades, mas principalmente por uma característica: eu nasci num país livre que jamais me obrigou a adorá-lo, ao passo que se ela ousasse sequer pensar mal do seu Líder, seria espancada e morta por divergir nos pensamentos.

Nunca pensei que fosse gostar tanto de me lançar a uma auto-biografia desta maneira. Antigamente, desviava o olhar de qualquer possibilidade, no entanto, à medida em que se cresce e amadurece, os nossos interesses e preocupações crescem connosco e isso é bastante importante! "A Mulher Com Sete Nomes" é uma leitura que se faz muito rapidamente e, a julgar pela diferença que fez no meu interior, acredito que seja uma peça de destaque e que mereça ser lida por tantas outras pessoas! Fica a dica!

Já leram este ou um outro livro relacionado com a Coreia do Norte? Quais aconselham?


8 de outubro de 2017

BOX-OFFICE \\ "REC" (2007)

Numa atitude descontraída, ficou acordado que veríamos um filme alusivo ao mês de Outubro, tendo em conta que o décimo mês do ano é sinónimo de Halloween, terror, e o ato de enfrentar os medos de frente e seguir adiante. Após uma escolha demorada e que recaiu sobre diversos filmes, de diversas categorias, "REC", do ano de 2007, foi a sugestão que nasceu entre nós. Não perdemos tempo: o gesto de colocar o ambiente adequado à volta foi automático, tivemos alguns problemas de visualização, mas nada que estragasse o clima tão bem preparado.

BOXOFFICE
\\ poster via Google

"REC" conta-nos a história de uma dupla de jornalistas que se propõem a acompanhar o quotidiano dos bombeiros da cidade, porém, eles não aguardavam que uma simples chamada de socorro fosse o suficiente para os arrastar de encontro a uma história sombria, macabra e aterrorizante. Uma vez mais, afirmo: cada vez mais, faz-me menos confusão assistir a filmes ou séries de outras nacionalidades, o que torna tudo bastante curioso, visto que os termino com a sensação de que aprendo mais com o seu idioma. Medrosa como sou, não esperava outra coisa para além de me agarrar à almofada mais próxima e esconder-me por detrás dela, tecendo comentários aqui e ali para afastar o medo. Embora seja um filme que apele pelo nosso lado mais curioso, o veredicto é apenas um: ou somos demasiado certeiros com as nossas deduções, ou acabamos surpreendidos e borrados, com receio de não pregar o olho em qualquer altura do dia. 

Admito em praça pública que se dependesse de mim, eu jamais assistiria a "REC" sozinha, contudo, por ter estado acompanhada, foi-me bem mais fácil de arcar com os tremores e os fortes batimentos cardíacos, à medida que ia descortinando a trama junto das personagens. Apesar de algumas delas demonstrarem uma personalidade irritante, existem momentos em que nos sentimos empáticos por elas, compreendendo o porquê das suas súbitas manifestações de histeria. Terminei esta produção agozinada, de verdade, pois o final é de nos colocar com os miolos derretidos e um tanto ou quanto intrigados... Não sou muito de aconselhar filmes deste género, pois torna-se difícil fazer uma coleção de filmes de terror, contudo, este sugiro com toda a certeza!

Já viram este filme? O que acharam?

2 de outubro de 2017

.no title 02 \\ declaração pós-Crush

Acredito, piamente, que se quase toda a gente praticasse o ato de aspirar ser corajoso, chamar a tal pessoa a um cantinho e se declarasse, as coisas seriam bem mais fáceis. Falo-vos por experiência própria e como alguém que já experimentou os dois lados da moeda, o de sofrer calada e o de desabafar o que me vai na alma, em como se torna positivo expormos, sem nunca prejudicar ninguém, os nossos sentimentos. Por muito assombroso que se possa parecer, a verdade é que um grande peso poderá ser retirado, a partir do momento em que fazemos por isso. Ainda hoje, e das outras vezes mais recentes, declarei-me sem medos. Tive a sorte das reações terem sido positivas, afinal, tratam-se de pessoas próximas e, de certo modo, amigas, daí que a situação correu bem para o meu lado. Não porque surgiram oportunidades de relações amorosas, mas sim porque me libertei de um resíduo a que chamamos de medo.

Nem sempre fui assim. Quer dizer, pelo menos, com este à vontade. Recordo-me de que já me declarei de muitas maneiras: numa aula de música, enquanto sussurrava ao ouvido da pessoa, a minha situação atual; por mensagens - que é, sem dúvida, a pior maneira de o fazer! -; pessoalmente com e sem pessoas à volta; e por correspondência. Ou seja, já me posso considerar uma profissional nisto - só na parte das declarações, é claro! Como meio de amenizar os abalos, o meu primeiro método tornou-se num simples amarro a um caderno, sentar-me na mesa da cozinha e escrevinhar poemas. Não fosse por isso e, muito provavelmente, nem sequer teria um blogue. Daí achar pertinente uma consideração para com os agradecimentos "pós-crushes". De verdade. Agradecermos pelo facto da pessoa nos ter modificado, de uma maneira ou de outra, não nos molda como seres fracos e que requerem atenção. Isso apenas demonstra que amadurecemos o suficiente para valorizar tudo o que se desenrola nos nossos dias, sem colocar nada de parte.

É sempre necessário? Considero que o seja. Existem aqueles dias em que nos colocamos a cogitar, muito seriamente, nas oportunidades que nos passam ao lado, ou que nem sequer se aproximam de nós. Muitas das vezes, é tudo porque nós não as vemos e não corremos atrás delas. Há dias em que tem de ser assim, mexer um bocado o corpo para atingir um fim. Pode cansar, não o nego, mas recompensa sempre. Tecermos declarações, sejam elas por que via forem, é um ato que deve ser feito num estado de consciência plena, quando estamos certos de que as nossas palavras não poderão ser utilizadas contra nós, sem suscitar fendas sem meios de reparação... Porque por muito que gostemos de alguém, há sempre um ser humaninho que gosta de nos transformar em marionetas, fazendo de nós os seus brinquedos para as suas frustrações, e isso é inaceitável. Paixonetas, amores, seja lá o que for, devem andar de mãos dadas com a prudência. Desta feita, não vejo porque não arriscar.

declaração


E o que acontece após 1 Ano de #BulletJournal?

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Há uns meses atrás, sensivelmente no início do ano, partilhei por aqui como estava a ser a minha experiência com o BUJO, mesmo tendo em conta a pouca utilização que o tinha dado. Um ano depois, posso afirmar com toda a certeza que foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado: no lugar das já disponíveis agendas, optei por construir um caderno, onde pudesse dar rédeas à minha organização, sem me perder nos meus próprios pensamentos. Jamais me passaria pela cabeça que esta prática perdurasse, nem tão pouco imaginei que fosse mesmo adorar dedicar, no início de cada mês, algumas horas a desenhar os calendários, os separadores para cada item ao qual quero dedicar um tempo extra, assim como apontar, em dias espontâneos e sem regras, os meus afazeres.

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Se no ano passado eu joguei a favor do caderno manufaturado, em Setembro de dois mil e dezassete, concedi o papel principal ao caderno do Mr. Wonderful, que a Beatriz me ofereceu no meu aniversário. Assim que o desembrulhei, logo soube como seriam passados os seus próximos dias e, até agora, só tenho maravilhas a dizer. Para início de conversa, o caderno apresenta-se com um pequeno texto bastante inspirador, impresso em capa dura, mesclado com as páginas lisas através de argolas. Só por este pequeno detalhe, sabemos logo que o acesso às futuras ideias serão sempre acessíveis. Por nunca perder a liberdade na hora de apontar, é que tenho vindo a considerar esta forma de organização muito a minha cara. Tal como já disse, se me tivessem informado de que eu passaria a utilizar agendas de forma religiosa, eu não teria acreditado.

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O veredicto é bastante simples: se me estou a sentir na pessoa mais organizada, com os pés assentes na terra e sempre pronta a aceitar um evento, é porque encontrei no BUJO uma qualificação extraordinária, não só pelo conceito, mas também pela maneira como nos faz sentir, mês após mês. O ideal, para mim, é desenhar as páginas conforme uma linha de pensamento minimalista, decorando aqui e ali com desenhos, fornecendo tabelas ao seu espírito, extrapolando o conceito de se ser um artista nos tempos livres. É por estas e por outras que defendo que é bastante importante conhecermo-nos a nós mesmos e ao mundo de nos alberga, pois são nos pequenos detalhes da nossa existência, que descortinamos os melhores presentes da vida.

E viva aos Bullet Journals!
São adeptos deste método de organização? Como tem sido a experiência?